terça-feira, 18 de julho de 2017

ÁS Tratamento de Resíduos: especialista naquilo que faz

       “ÁS”! Pesquisando o significado da palavra ÁS encontrei: especialista, hábil, notável, expert, que se destaca naquilo que faz. Porém, resumidamente, a que mais gostei foi: FERA!
    


         Realmente, visitando hoje, o distrito de Papucaia no Município de Cachoeiras de Macacu, junto com vários alunos de Engenharia Ambiental e Sanitária da SUESC; a aluna da Faculdade de Engenharia Civil da UFF, Brenda Martins de Almeida; a bióloga e estudante de bacharel da UNIVERSO, Sibelly Fernandes dos Anjos e a Farmacêutica Industrial, Jéssica Martins de Almeida, pudemos comprovar que a Action Shop tornou-se uma fera, isto é, uma Empresa que se destaca naquilo que faz, um verdadeiro ‘Ás” no tratamento de resíduos líquidos!
           

       Quando, Arthur Prohmann, presidente da ActionShop, nosso antigo Amigo da Escola, amigo do Ciep 424 Pedro Amorim, contou-me dos seus planos em criar uma ETE, Estação de Tratamento de Esgotos, e começou a procurar lugar adequado em vários municípios, inclusive em Itaboraí, sabia que conseguiria alcançar seu sonho, mas não imaginava que ele iria se superar.


       A ActionShop, atualmente, não é somente uma empresa que aluga banheiros químicos. Ela tornou-se uma empresa que dá destinação inteligente para tudo que vem de dentro dos banheiros. E de uma maneira pioneira na região, trata sustentavelmente dos resíduos líquidos através da sua ETE, “Ás Tratamento de Resíduos”, conforme podemos ver na reportagem de André Trigueiro no Cidades e Soluções, no seguinte endereço: https://youtu.be/9ErGBD-gMQ4

      Fomos recepcionados, pela Assessora de Comunicação da Empresa, Liliane Prohmann.



Começamos observando o descarregamento de um caminhão tanque nos receptores de efluentes.


             

               Na nossa visita, pudemos  observar que a Estação usa o método de Aeração, isto é, a oxigenação do esgoto. Esse, precisa ter um nível de incorporação de oxigênio alto para que haja bom desempenho das bactérias no sentido de processar a matéria orgânica. Nessa técnica não há nenhuma adição de produtos químicos. É um tratamento 100% biológico.

                 Observando a lagoa de aeração 1.



            O oxigênio injetado nas duas lagoas de tratamento e a luz do sol reduzem em 70% a carga orgânica do esgoto.

Observando a lagoa de aeração 2.



            Na última lagoa, lagoa de polimento, a que encerra o processo de tratamento do esgoto, há Tilápias, Pintados, dentre outros, totalizando, aproximadamente 5 000 peixes.  Eles funcionam como bio indicadores porque, enquanto eles estiverem respirando, vivendo e se reproduzindo, demonstra que o processo de depuração do esgoto feito pela ÁS, está funcionando corretamente.





               Comparando o efluente de esgoto tratado na última etapa do processo de tratamento, Liliane Prohmann, mostrou-nos em que condições se encontra essa água residual tratada.


              Nessa etapa foi retirada 95% da matéria orgânica do efluente que anteriormente era esgoto sanitário e passou a ser produto nobre, usado na irrigação de plantas e água de reuso.
             Ela mostrou-nos que, comprovadamente, através de exames laboratoriais frequentes, essa água passa a ser água de reuso. Uma água rica em nutrientes, NPK - nitrogênio, fósforo e potássio - excelente para a agricultura. A água de reuso é utilizada também para uso industrial, desde que haja uma filtração adicional na pavimentação de ruas, obras, etc.




          A partir deste momento, a água é devolvida ao Rio Macacu.
          Todo o processo mencionado deveria ser feito nos esgotos sanitários in natura que são jogados nos rios de todo o país.



         Prosseguindo a visita, fomos ver o uso inteligente e sustentável da água tratada de esgoto. Primeiramente vimos, o Pomar de lima ácida, limão “Tahiti”, que foram plantados em parceria com a PESAGRO-RIO Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio de Janeiro, utilizando águas de reuso em sua irrigação.



              Em seguida, caminhamos numa plantação de goiaba, também irrigada com a água tratada de esgoto. O adubo acaba sendo a própria água, rica em NPK.




        As bananeiras, vistas desde a chegada, encontram-se em toda a divisa de cerca com o terreno vizinho. Elas funcionam como uma Eco barreira, já que as vizinhanças utilizam pesticidas.

        Observamos que, desde que se tomem alguns cuidados, não há problemas de tratar essas culturas com esgoto tratado. Cuidados, como por exemplo, o limão Thaiti, tem que ser irrigado por gotejamento para não atingir o caule e não propiciar a entrada de fungos. Já a goiaba tem que ser irrigada por aspersão, ao redor da árvore. E a banana não tem nenhum fator que impeça de molhar todo o caule.

          No entreposto, encontramos os meeiros, membros de três famílias da região contratadas para trabalhar nas terras onde tem direito a metade da produção.  Observamos várias colheitas como: maracujá, batata doce, aipim, etc.


          Finalizamos a visita assinando o livro de visitantes e ouvimos as conclusões finais de Liliane. Ela disse que sua família se sente muito gratificada em empreender este pioneiro projeto que também leva em consideração a questão social do negócio.



        As palavras de Arthur Prohmann, na reportagem do programa Cidades e Soluções, reforçam tudo o que sua filha, Liliane Prohmann, mostrou-nos durante a visita: “Somos ambientalistas além de Empresários!”, “O esgoto é uma grande solução, sabendo tirar dele os proveitos como estamos fazendo aqui.” 


           Eu já sabia dos sonhos do Amigo Arthur Prohmann de criar sua ETE, mas esta é a primeira visita que faço a sua bela empresa. Porém, antes mesmo de visitar, já sabia que o seu trabalho estava sendo eficiente através do olhar de outro Amigo da Escola, o Biólogo Luiz Carlos Couto, administrador de uma fazenda Rio Macacu abaixo.
          Embora os dois tenham sido antigos Amigos do CIEP 424 Pedro Amorim, onde trabalho, nunca se conheceram, dando assim, maior credibilidade as suas observações. 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

90 anos da Estação Ferroviária Visconde de Itaboraí


A Estação Ferroviária Visconde de Itaboraí  em 2013, quando uma Família se alojou.

A Estação Ferroviária Visconde de Itaboraí no seu aniversário de 88 anos, dia 9 de julho de 2015



 A Estação Ferroviária Visconde de Itaboraí no seu aniversário de 90 anos, dia 9 de julho de 2017! Sem PALAVRAS!

terça-feira, 6 de junho de 2017

ECOS DA RIO-92: 25 Anos Depois no Museu do Amanhã

       Participei, hoje, dia 06 de junho, das 8h30 às 17h30, de um excelente Seminário no Museu do Amanhã, organizado pelo Gerente de Conteúdo, Leonardo Menezes,  pelo Editor de Conteúdo, Emanuel Alencar, e equipe como uma de suas comemorações da Semana Mundial do Meio Ambiente. “ECOS da RIO-92: 25 Anos Depois”!

                                            

       Vinte e cinco anos depois da Rio-92, do encontro que reuniu 117 chefes de estado e colocou as questões ambientais na agenda mundial, o Museu do Amanhã abriu as portas para um Seminário multidisciplinar sobre como caminhamos, desde então, e quais desafios ainda não superados na busca por um planeta mais equilibrado. E ao final de cada mesa, abriu para que o público fizesse perguntas pertinentes ao assunto.

     Como as discussões travadas há duas décadas e meia seguem bastante atuais, os organizadores do evento convidaram a todos para participar do evento, que reuniram 15 palestrantes, entre jornalistas especializados em meio ambiente e diretores da ONU. O seminário teve 4 mesas com temas previamente definidos, mais debates. Na parte da manhã duas mesas e na parte da tarde mais duas. Com a seguinte programação.

  •     9h ABERTURA
   RICARDO PIQUET, diretor geral do MdA

 ASPÁSIA CAMARGO, subsecretária de Planejamento e Gestão Governamental da Prefeitura do Rio


  •  9h50 MESA 1 + DEBATE

     A RIO-92 E UMA AGENDA PARA NOSSO FUTURO COMUM

 Convidados: 

 DENISE HAMÚ | RIO: O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ATÉ A RIO-92 Representante da ONU Meio Ambiente no Brasil

  LISZT VIEIRA | FÓRUM GLOBAL, A SOCIEDADE NO CENTRO DO DEBATE Sociólogo, coordenador do Fórum Global que aconteceu em paralelo à Rio-92

 CARLOS MINC | CARTA DA TERRA, UM GRITO DE URGÊNCIA Ex-ministro do Meio Ambiente e deputado estadual fluminense

 Debate com a participação de: RÔMULO PAES, diretor do Centro Rio +

   



  •   11h20 MESA 2 + DEBATE

    PAREM AS MÁQUINAS! A RIO-92 E A COBERTURA DA MÍDIA

Com os jornalistas

 SONIA BRIDI, repórter da Rio-92, tem feito a cobertura das grandes conferências ambientais das Nações Unidas

 WASHINGTON NOVAES, cobriu principalmente o Fórum Global

 ANDRÉ TRIGUEIRO, repórter da Rádio Jornal do Brasil durante a Rio-92





  •                  13h - 14h INTERVALO PARA ALMOÇO

  •          14h MESA 3 + DEBATE


    BIODIVERSIDADE, CLIMA E DESERTIFICAÇÃO: ONDE ESTAMOS?

Convidados:

GUSTAVO MARTINELLI | BIODIVERSIDADE Representante do Jardim Botânico, diretor do CNCflora

JOSÉ DOMINGOS GONZALEZ MIGUEZ | CLIMA Departamento de Políticas em Mudanças do Clima

 IÊDO BEZERRA SÁ | DESERTIFICAÇÃO Pesquisador da Embrapa Semiárido

      Debate com a participação de: ANA TONI, diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade     

               



               Antes de iniciar a mesa 4, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Museu do Amanhã, por meio do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), assinaram neste dia, um acordo para realizar atividades conjuntas.

                 A parceria assinada entre as duas instituições, pelo representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, e pelo Diretor do Museu do Amanhã, Ricardo Piquet permitirá elaboração de pesquisas e realização de debates, exposições e eventos sobre segurança alimentar, agricultura e desenvolvimento sustentável.

.            As ações que terão duração de dois anos estarão voltadas para as áreas de segurança alimentar, agricultura e principalmente o desenvolvimento sustentável.
            
           





  •   16h MESA 4 + DEBATE

      NOVOS E VELHOS DESAFIOS: OBJETIVOS GLOBAIS ATÉ 2030

      Convidados:

     VINICIUS MONTEIRO | POPULAÇÃO Assessor para População e Desenvolvimento   do UNFPA / BR

      ALAN BOJANIC | ALIMENTAÇÃO Representante da FAO / BR

     RAYNE FERRETTI MORAES | URBANIZAÇÃO Representante oficial da ONU-Habitat / BR

      Debate com a participação de: SERGIO BESSERMAN, presidente do Jardim Botânico.

             





  • ·      17h30 ENCERRAMENTO


                                


            Cada um dos palestrantes, dentro das suas especialidades, foram unânimes em constatar que, após este encontro global, nada foi como antes. Eles também ressaltaram que a Eco-92 - Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento -, sediada no Rio em 1992 foi um marco histórico para as questões Ambientais.

        Todos constataram que A Eco-92 teve desdobramentos importantes dos pontos de vista científico, diplomático, político, social e da comunicação. .Além disso, essa conferência popularizou o conceito de “desenvolvimento sustentável”, termo que havia sido apresentado ao mundo cinco anos antes da ECO-92, em 1987, pela ONU em um estudo chamado “Nosso futuro comum”.

         Foi mencionado que a conferência carioca gerou acordos globais importantes. Entre os principais resultados da Rio-92 estão a criação da Convenção do Clima e da Convenção para a Biodiversidade; do embrião da Convenção de Combate à Desertificação e do documento da Agenda 21. Esse, trata-se de um roteiro para países, estados e cidades de como crescer e ao mesmo tempo resolver problemas ambientais e sociais, que será a base da Agenda 2030.
             E para fechar com chave de ouro, o seminário teve a participação do presidente do Jardim Botânico, Sergio Besserman, como debatedor e palestrante. Por ter no seu DNA uma veia cômica, começou falando que possui somente dois ídolos, Zico e Darwin, exatamente nesta ordem. E, entre outros posicionamentos, sobre o debate "Os novos e velhos desafios: objetivos globais até 2030", terminou constatando que a questão do desenvolvimento sustentável se confunde então com a questão da consciência humana: "Que homem gostaria de ser? Sou o homem que me preocupo somente com o mundo que estou vivendo hoje? Ou o homem que me preocupo com o homem que viverá daqui a alguns anos?"

     


      E citando Santo Agostinho, disse que segundo ele existiriam três tempos: o tempo presente das coisas presentes, o tempo presente das coisas passadas e o tempo presente das coisas futuras. E à nossa espécie caberia agora o maior desafio do século XXI: construir um ser humano capaz de ser, ver e agir por todos esses tempos.

Making off: tietando com os ambientalistas..






1ª foto: Sônia Bridi
2ª foto: Carlos Minc
3ª foto: André Trigueiro
4ª foto: Emanuel Alencar
5ª foto: Sérgio Besserman

Fonte: http://www.museudoamanha.org.br/pt-br/content/ecos-da-rio-92-25-anos-depois